Arquivo de Abril 28, 2010

Stargazer – Rainbow

Posted in Músicas on Abril 28, 2010 by lapicta

sem maiores palavras… a música fala demais por si mesma… um épico.

Stargazer

Sonhador

   
High noon, oh I’d sell my soul for water Ao meio-dia, oh eu venderia minha alma por água
Nine years worth of breakin’ my back Nove anos dignos de quebrar minhas costas
There’s no sun in the shadow of the wizard Não há sol na sombra do mago
See how he glides, why he’s lighter than air? Veja como ele plana, por que ele é mais leve que o ar?
Oh I see his face! Oh, eu vejo o rosto dele!
   
Where is your star? Onde está a sua estrela?
Is it far, is it far, is it far? Está longe, está longe, está longe?
When do we leave? Quando partiremos?
I believe, yes, I believe Eu acredito, sim, eu acredito
   
In the heat and the rain No calor e na chuva
With whips and chains Com chicotes e correntes
To see him fly Para vê-lo voar
So many die Tantos morrem
We build a tower of stone Nós construímos uma torre de pedra
With our flesh and bone Com nossa carne e osso
Just to see him fly Só para vê-lo voar
But don’t know why Mas não sabemos por quê
Now where do we go? Agora para onde iremos?
   
Hot wind, moving fast across the desert O vento quente, movendo-se velozmente pelo deserto
We feel that our time has arrived Nós sentimos que nossa hora chegou
The world spins, while we put his dream together O mundo gira, enquanto colocamos seu sonho junto
A tower of stone to take him straight to the sky Uma torre de pedra para levá-lo diretamente ao céu
Oh I see his face! Oh eu vejo o rosto dele!
   
Where is your star? Onde está a sua estrela?
Is it far, is it far, is it far? Está longe, está longe, está longe?
When do we leave? Quando partiremos?
Hey, I believe, I believe Ei, eu acredito, eu acredito
   
In the heat and the rain No calor e na chuva
With whips and chains Com chicotes e correntes
Just to see him fly Só para vê-lo voar
Too many die Tantos morrem
We build a tower of stone Nós construímos uma torre de pedra
With our flesh and bone Com nossa carne e osso
To see him fly Apenas para vê-lo voar
But we don’t know why Mas não sabemos por quê
Ooh, now where do we go Oh, agora para onde iremos?
   
All eyes see the figure of the wizard Todos os olhos observam a imagem do mago
As he climbs to the top of the world Enquanto ele escala até o topo do mundo
No sound, as he falls instead of rising Nenhum som, enquanto ele cai em vez de subir
Time standing still, then there’s blood on the sand O tempo continua parado, então há sangue na areia
Oh I see his face! Oh eu vejo o rosto dele!
   
Where was your star? Onde estava a sua estrela?
Was it far, was it far Estava longe, estava longe?
When did we leave? Quando partimos?
We believed, we believed, we believed Nós acreditamos, nós acreditamos, acreditamos
   
In heat and rain No calor e na chuva
With the whips and chains Com chicotes e correntes
To see him fly Para vê-lo voar
So many died Muitos morreram
We built a tower of stone Nós construímos uma torre de pedra
With our flesh and bone Com nossa carne e osso
To see him fly Apenas para vê-lo voar
   
But why Mas por quê
In all the rain Em toda a chuva
With all the chains Com todas as correntes
Did so many die Tantos morreram
Just to see him fly Apenas para vê-lo voar?
   
Look at my flesh and bone Olhe para minha carne e osso
Now, look, look, look, look, Agora, olhe, olhe, olhe, olhe
Look at his tower of stone Olhe para a torre de pedra
I see a rainbow rising Eu vejo seu arco-íris surgindo
Look there, on the horizon Olhe lá, no horizonte
And I’m coming home, I’m coming home, I’m coming home    E eu estou voltando pra casa estou voltando pra casa, estou voltando pra casa
   
Time is standing still O tempo continua parado
He gave back my will Você, devolva o meu desejo
Ooh ooh ooh ooh Ooh ooh ooh ooh
Going home Indo pra casa
I’m going home Estou indo pra casa
   
My eyes are bleeding Meus olhos estão sangrando
And my heart is leaving here E meu coração conduz adiante
But it’s not home Mas isto não é um lar
But it’s not home Mas isto não é um lar
Ooh Ooh
   
Take me back Leve-me de volta
He gave me back my will Você, devolva-me o meu desejo
Ooh ooh ooh ooh Ooh ooh ooh ooh
   
Going home Indo pra casa
I’m going home Estou indo pra casa
   
My eyes are bleeding Meus olhos estão sangrando
And my heart is leaving here E meu coração conduz adiante
But it’s not home Mas isto não é um lar
But it’s not home Mas isto não é um lar
Ooh Ooh
   
Take me back, take me back Leve-me de volta, leve-me de volta
Back to my home ooh, ooh, ooh De volta para minha casa, ooh, ooh
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Erasmo de Rotterdam: Elogio da Loucura

Posted in Espiritualidade, Reflexões on Abril 28, 2010 by lapicta

[…]
Sou eu mesma, como vedes; sim, sou eu aquela verdadeira dispenseira de bens, a que os italianos chamam Pazzia e os gregos Mória. E que necessidade havia de vo-lo dizer? O meu rosto já não o diz bastante? Se há alguém que desastradamente se tenha iludido, tomando-me por Minerva ou pela Sabedoria, bastará olhar-me de frente, para logo me conhecer a fundo, sem que eu me sirva das palavras que são a imagem sincera do pensamento. Não existe em mim simulação alguma, mostrando-me eu por fora o que sou no coração. Sou sempre igual a mim mesma, de tal forma que, se alguns dos meus sequazes resumem não passar por tais, disfarçando-se sob a máscara e o nome de sábios, não serão eles mais do que macacos vestidos de púrpura, do que burros vestidos com pele de leão. Qualquer, pois, que seja o raciocínio feito para se mostrarem diferentes do que são, dois compridos orelhões descobrirão sempre o seu Midas. Para dizer a verdade, não estou nada satisfeita com essa gente ingrata, com esses perversos velhacos, porque, embora pertençam mais do que os outros ao nosso império, não só publicamente se envergonham de usar o meu nome, como muitas vezes chegam a aplicá-lo aos outros como título oprobioso. Portanto, sendo eles loucos e arquiloucos, embora assumam a atitude de sábios e de Tales, não teremos razão de chamá-los loucamente de sábios?
[…]
Nascida no meio de tantas delícias, não saudei a luz com o pranto, como quase todos os homens: mal fui parida, comecei a rir gostosamente na cara de minha mãe. Não invejo, pois, ao supremo Júpiter, o ter sido amamentado pela cabra Amaltéia, pois que duas graciosíssimas ninfas me deram de mamar: Mete, filha de Baco, e Apedia, filha de Pã. Ainda podeis vê-las, aqui, no consórcio das outras minhas sequazes e companheiras. Se, por Júpiter, também quereis saber os seus nomes, eu vo-lo direi, mas somente em grego. Estais vendo esta, de olhar altivo? É Filavtia, isto é, o amor-próprio. E esta, de olhos risonhos, que aplaude batendo palmas? É Kolaxia, isto é, a adulação. E, a outra, de pálpebras cerradas parecendo dormir? É Lethes, isto é, o esquecimento. E aquela, que se acha apoiada nos cotovelos, com as mãos cruzadas? É Misoponia, isto é, o horror à fadiga. E esta, que tem a cabeça engrinaldada de rosas, exalando essências e perfumes? É Idonis, isto é, a volúpia. E a outra, que está revirando os olhos lúbricos e incertos e parece dominada por convulsões? É Ania, isto é, a irreflexão. Finalmente, aquela, de pele alabastrina, gorducha e bem nutrida, é Trofís, isto é, a delícia. Entre essas ninfas, podeis distinguir ainda dois deuses: um é Komo, isto é, o riso e o prazer da mesa; o outro é Nigreton hypnon, isto é, o sono profundo. Acompanhada, pois, e servida fielmente por esse séquito de criados, estendo o meu domínio sobre todas as coisas, e até os monarcas mais absolutos estão submetidos ao meu império.
[…]
Tudo o que fazem os homens está cheio de loucura. São loucos tratando com loucos. Por conseguinte, se houver uma única cabeça que pretenda opor obstáculo à torrente da multidão, só lhe posso dar um conselho: que, a exemplo de Timão, se retire para um deserto, a fim de aí gozar à vontade dos frutos de sua sabedoria.

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