Sermão do Santo Eloy

Sermão de Santo Eloy, do século VII

Que nenhum christão não repare no dia em que saia de casa, nem na hora em que entre, porque todos os dias são obras de Deus;

Que ninguem se regule pela lua para emprehender qualquer cousa;

Que nenhum christão ligue credito ás rimas nem aos cantos magicos, porque são obra do diabo;

Que na festa de S. João, e em outras solenidades dos santos, que se não faça caso do solstício;

Que nenhum christão accenda candeias, nem faça votos nos templos pagãos á borda das fontes, ao pé das árvores, nas florestas ou nas encruzilhadas;

Que ninguém suspenda amuletos ao pescoço de um homem ou de qualquer animal;

Que ninguém faça lustrações para a prosperidade das ervas ou das cearas; Que ninguém faça passar os seus rebanhos através das arvores ocas, ou de excavações no solo, porque é ao demónio que os querem consagrar;

Que nenhuma mulher se enfeite com collares de ambar;

Que ao tecer ou tingir a têa não invoqueis nem Minerva nem outra divindade funesta;

Não temais começar qualquer obra na lua nova;

Não invoqueis o Sol e a Lua com o nome de Senhores, não jureis por elles…

O Povo Portuguez nos seus Costumes, Crenças e Tradições, Teófilo Braga, 1885

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