Arquivo de Maio, 2010

Sermão do Santo Eloy

Posted in Crenças Tradicionais Européias, Espiritualidade, Etnografia, Folclore on Maio 24, 2010 by lapicta

Sermão de Santo Eloy, do século VII

Que nenhum christão não repare no dia em que saia de casa, nem na hora em que entre, porque todos os dias são obras de Deus;

Que ninguem se regule pela lua para emprehender qualquer cousa;

Que nenhum christão ligue credito ás rimas nem aos cantos magicos, porque são obra do diabo;

Que na festa de S. João, e em outras solenidades dos santos, que se não faça caso do solstício;

Que nenhum christão accenda candeias, nem faça votos nos templos pagãos á borda das fontes, ao pé das árvores, nas florestas ou nas encruzilhadas;

Que ninguém suspenda amuletos ao pescoço de um homem ou de qualquer animal;

Que ninguém faça lustrações para a prosperidade das ervas ou das cearas; Que ninguém faça passar os seus rebanhos através das arvores ocas, ou de excavações no solo, porque é ao demónio que os querem consagrar;

Que nenhuma mulher se enfeite com collares de ambar;

Que ao tecer ou tingir a têa não invoqueis nem Minerva nem outra divindade funesta;

Não temais começar qualquer obra na lua nova;

Não invoqueis o Sol e a Lua com o nome de Senhores, não jureis por elles…

O Povo Portuguez nos seus Costumes, Crenças e Tradições, Teófilo Braga, 1885

White Rabbit – Jefferson Airplane

Posted in Enteogenia, Espiritualidade, Músicas, Xamanismo on Maio 21, 2010 by lapicta

E de pensar que ainda tem gente que acredita que Alice no País das Maravilhas é História Infantil…quero ver se quem acha isso, depois de ouvir a maravilhosa música de Jefferson Airplane ainda vai manter a mesma opinião. Aliás, o filme foi bom…versão bem diferente da anterior.

White Rabbit

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don’t do anything at all.
Go ask Alice
When she’s ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you’re going to fall,
Tell ‘em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you’ve just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she’ll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen’s “off with her head!”
Remember what the dormouse said:
“Feed your head. Feed your head. Feed your head”

Coelho Branco

Uma pílula deixa você grande
E uma pílula deixa você pequeno
E aquelas que a sua mãe lhe dá
Não fazem efeito algum.
Pergunte à Alice
Quando ela estiver alta
E se você for caçar coelhos,
E souber que irá falhar,
Mostre a eles que uma lagarta fumando “Narguilé”
Tem feito o chamado para você.
Chame a Alice
Quando ela estiver apenas pequena.
Quando os homens no tabuleiro de xadrez
Levantarem e lhe disserem onde ir,
E você consumira há pouco um tipo de cogumelo
E sua mente estiver movendo-se lentamente,
Pergunte à Alice;
Eu acho que ela saberá.
Quando lógica e proporção
Tiverem caído por terra
E o Cavaleiro Branco estiver falando ao contrário
E a rainha vermelha “corte a cabeça dela!”
Lembre-se o que o rato silvestre disse:
“Alimente sua cabeça. Alimente sua cabeça.”

Brincadeira – Essas vocês não sabiam…

Posted in Curiosidades on Maio 21, 2010 by lapicta

Quem postou essa brincadeira foi a Mulher Polvo e disse que quem quisesse fazer também, ela ia achar legal para poder conhecer melhor a pessoa.

Eu preciso dizer 6 coisas que vocês (a maioria dos leitores do blog…pq outra parcela de quem lê já me conhece) não sabem sobre mim.

Let’s go!

1 – Morei um período fora do Brasil e nesse período mudei de maneiras que me desconheci quando retornei. Transformei meus valores, percebi que o que realmente importa deixamos de lado, senti o verdadeiro sabor da solidão (sem amigos verdadeiros ou qualquer família), conheci pessoas incríveis e que muito me ensinaram (apenas com seu jeito de ser e viver a vida), confirmei a teoria de que as pessoas mais simples e que menos possuem são as mais amorosas e solidárias e senti na carne o que é ser vítima de preconceito…coisa que a gente às vezes brada aqui mas não sabe realmente o que significa. Sem contar que eu aprendi o quanto a família é algo imprescindível na vida da gente.

2 – Toco um instrumento folclórico tradicional espanhol, a gaita-de-foles galega e faço parte de um Grupo Folclórico. Entre afastamento dos ensaios e assiduidade, fazem cerca de 6/7 anos que toco…já toquei tanto aqui como no exterior também. Tem gente que acha estranho, tem gente que nem sabe que instrumento é esse…sempre pensam que é aquela gaita de boca. Sou muito ligada a história, antropologia, música e literatura…as artes no geral me fascinam (cinema, teatro, esculturas, pinturas…)…mas não sei taaanto sobre também…tenho muito a desbravar ainda.

3 – Sou uma pessoa com tantas idéias, reflexões, teorias e sentimentos dentro de mim que por vezes cheguei a pensar que fosse enlouquecer (sem contar o histórico familiar de loucura e esquisitices que não ajuda e de certa forma sempre me assombrou). O meu mundo interno ferve, funciona a mil por hora, é revoltoso e perturbante. Isso também faz com que eu, apesar de escrever e postar muitas coisas e de muita gente achar que sou extrovertida, falante e coisa e tal, seja alguém que pessoalmente é tímida, quieta e bem reservada…fora o semblante fechado que por mais que me custe acreditar, mete medo nas pessoas. Existe uma dualidade muito estranha que ocorre: as pessoas se sentem ou bastante incomodadas ou muito libertas junto de mim…ao ponto de me confessarem desde o mais secreto que trazem consigo até o mais bonito e singelo…não sei bem o pq…mas confesso que ainda me choco com esse tipo de situação…sempre é inesperado…mas é legal pensar que talvez eu seja alguém que passe uma energia confiável…(aliás, eu sou mesmo, extremamente…mas a pessoa precisa merecer)…fora que tenho a cabeça bem aberta mesmo, então ouço absolutamente de tudo e com muita naturalidade…afinal, tudo é relativo…nada para mim é freak…desde que vc tenha cojones para assumir, claro, rs, pois se vc se assume, quem sou eu perante isso??? Tenho mais é que aprender sob o teu ponto de vista…já diz o Pessoa “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Gosto de gente que se assume de cabeça ereta…gente com “G” maiúsculo e com conteúdo…não consigo conviver bem com superficialidade ou frivolidade…ela deve e sempre faz parte da vida, mas não deve ser tudo o que existe.

4 – Tudo para mim é sarcasmo e humor negro…eu rio de absolutamente tudo em primeira instância e saco da “cartola” as tiradas mais impagáveis…mesmo que eu me desfaça em lágrimas em seguida pois ao pensar seriamente no assunto se torna uma tragédia…fora que sou tão sensível e magoada que até eu me irrito com o que me irrita. Sou absolutamente emotiva, profunda, passional e intensa…e se eu soltar as rédeas de vez, daí emerge a mulher desvairada, rs…me jogo de cabeça em certas coisas sem eira nem beira, ao ponto de me arrebentar inteira ao final de qualquer jornada emocional…aliás, se não for com carne, suor, sangue e lágrimas para mim não vale a pena…nada morno me satisfaz…também passo do fogo ao gelo em segundos…sou extrema…ou amo ou odeio…e se eu deixo de amar, esquece…a pessoa morreu pra mim…mudo de humor várias vezes ao dia…sou explosiva (mas seguro o qto posso), tenho uma energia de violência muito grande em mim que eu direciono para escrever e para qlqr forma de arte possível. Sou sincera, franca até doer, sem papas na língua e não tenho medo de ninguém…digo na lata o que acho, quem não gostar, não gostou. Sou extremamente geniosa, dominadora e livre…não existe nada que me faça ficar onde não quero ou com quem não quero…e sou antagônica tb…posso ser uma miríade de coisas inexplicáveis tantas e tantas vezes…pois é…pessoalouca.com. Ah, e tenho “apito pra chamar louco”… se eu ficar parada na rua 5 minutos, um nóia virá me abordar…pode ter certeza, rs.

5 – Adoro cozinhar (mas acho q não levo jeito, rs…), sou desorganizada com minhas coisas (roupas, sapatos, bolsas…) mas detesto bagunça na parte profissional, sou totalmente preguiçosa (gata em corpo humano)…adoro ficar sem fazer nada: assistindo filmes, lendo (leio em média 3 livros ao mesmo tempo). Adoro dormir a manhã toda e passar a noite acordada… adoro a vida boêmia (principalmente a underground)…adoro cigarro, whisky, coca-cola zero, energético, bebidas destiladas no geral e comidinhas estilo “Jesus-me-chama”…risos…também adoro bons restaurantes…sou eclética: vou do bar pé sujo ao Galetos sem nenhum remorso ou sentimento de não pertencer ao lugar…usando de metáfora: eu sento tanto com os mendigos como com a nobreza numa boa…e sou sempre eu mesma. Sou totalmente hedonista e etílica…os prazeres me comandam.

6 – Tenho uma rotina profissional bem tradicional (trabalho com tecnologia)…minhas idéias, aspirações, hobbys e tudo o mais são o avesso do que vivencio nessas horas úteis semanais e eu levo a vida profissional muito a sério…ela é prioridade sim, mas sem ser a canibal do restante da minha vida (como já foi durante muito tempo). Quem vê apenas a “mulher de negócios” conhece só a ponta do iceberg. Não costumo abrir com facilidade minha vida para as pessoas.

É isso aí…quem quiser, faça também, é bem legal.

Clarice Lispector – Infelicidade Inspiradora

Posted in Literatura on Maio 21, 2010 by lapicta

Pois é…como já dizia a própria Clarice “A poesia dos poetas que sofreram é doce e terna. E a dos outros, dos que de nada foram privados, é ardente, sofredora e rebelde.”

Também me fez lembrar de uma matéria que vi acho que no Globo News (TV Cabo) onde se falava que a grande parte dos artistas sofrem de melancolia…depressão… pelo processo criativo ser por demais sofrível …

”é pena eu não ser burro, assim eu não sofria tanto”… Raulzito já dizia…

Clarice Lispector amou o romancista Lúcio Cardoso, homossexual, e o cronista Paulo Mendes Campos, que era casado. As paixões impossíveis alimentaram sua literatura – e ela não foi a única escritora a se nutrir do fracasso amoroso

Por José Castello

A paixão alimenta a literatura ou a enfraquece? Amar leva a escrever ou a calar? Clarice – A Vida de Clarice Lispector, biografia do jornalista norte-americano Benjamin Moser – que chega neste mês ao Brasil com o status de ser a mais completa sobre a autora de Laços de Família e Felicidade Clandestina —, sugere que, mesmo quando o amor é impossível, ele estimula a escrita. Mesmo fracassado, um amor pode ajudar a escrever.

Casada entre 1943 e 1959 com o diplomata Maury Gurgel Valente, Clarice nunca escondeu que se sentia sufocada pela vida conjugal. “Nada tenho feito, nem lido, nem nada. Sou inteiramente Clarice Gurgel Valente”, escreveu em uma carta datada de 1944. Se o casamento com Maury “deu certo” – gerou dois filhos e perdurou por 16 anos – a paixão pelo romancista mineiro Lúcio Cardoso foi muito mais importante para sua escrita, mesmo “dando errado”.

Quando se conheceram, em 1940, Clarice tinha 20 anos, e Lúcio – brilhante e sedutor -, 28. Mas era um amor impossível: Lúcio era um homossexual assumido. Havia, porém, lembra Moser, um segundo impedimento: os dois eram “parecidos demais”. Mesmo assim, especula Moser, foi esse amor não correspondido que levou Clarice a cultivar a solidão – condição essencial para a escrita. Mais que isso: foi o fracasso no amor que a empurrou para a literatura. Por meio de Lúcio, ela passou a frequentar as rodas literárias do “grupo introspectivo”, que se reunia no Bar Recreio, no Rio de Janeiro. Chegou, assim, à poesia metafísica de Augusto Frederico Schmidt e encontrou sua ascendência “mística” em Cornélio Penna e Octavio de Faria, essenciais para a sua obra. Foi Lúcio Cardoso quem sugeriu o título de seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem (1943). Foi ele, ainda, quem lhe mostrou que as anotações dispersas, que ela tomava às tontas e pareciam incoerentes, eram, na verdade, o seu método.

Nos anos 60, Clarice Lispector se aproximou de outro escritor: o cronista e poeta mineiro Paulo Mendes Campos. Desde 1959 estava separada de Maury, com quem tinha morado na Itália, Suíça e Estados Unidos. Em junho daquele ano, regressou com os dois filhos ao Brasil, apostando novamente na solidão. Em 1962, porém, envolveu-se com Paulo.

Diz Moser, com astúcia, que ele foi uma “versão heterossexual” de Lúcio Cardoso. Ambos eram mineiros, católicos, talentosos e sedutores. Eram também perdulários, boêmios e alcoólatras. Como Lúcio, Paulo exerceu uma forte influência intelectual sobre Clarice. Mas era outro amor impossível: ele era casado. Mesmo assim os dois viveram uma paixão secreta. Vínculos invisíveis os ligavam. O jornalista Ivan Lessa assim resumiu: “Em matéria de neurose, nasceram um para o outro”. Clarice tentava ser discreta, mas não continha a ansiedade. Intimado pela mulher, Paulo partiu com a família para Londres. Moser avalia que o fim do romance isolou Clarice do meio literário e, de um modo mais geral, do “mundo adulto”, com o qual ela teve sempre laços muito frágeis. Ela o amou até o fim de seus dias.

TENSÃO E LOUCURA

É sempre ambígua e tensa a relação amorosa entre escritores. Influenciada pela filosofia de Jean-Paul Sartre, com quem viveu uma relação heterodoxa, Simone de Beauvoir acreditava que todo amor é impossível, mas que era possível fazer muito de seus destroços. Só porque via o amor como uma experiência desastrosa, Simone conseguiu amar Sartre: não moravam juntos, não tiveram filhos e namoravam outras pessoas. Ele mais que ela. “Não somos a mesma pessoa, mas temos as mesmas recordações”, Simone argumentava. Tinha certeza de que, escrevendo, ajudava Sartre a entender quem ele era.

Às vezes, como mostra a relação dos poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud, a mistura de literatura e paixão resvala na loucura. Quando se aproximaram, Verlaine, um homem casado, tinha 26 anos, e Rimbaud era um rapazote de 17. Correspondiam-se. Apaixonaram-se. Verlaine se embriagou com as ideias de Rimbaud, que combatia os parnasianos, a família e a pátria. Na busca do “desregramento dos sentidos”, abusaram do absinto e do haxixe. Mas brigavam sempre. Verlaine se arrependia sempre. “Volte, volte, amigo. Juro que serei bom”, escreveu em carta de 1873. Numa dessas brigas, Verlaine feriu Rimbaud com um tiro no punho. Passou dois anos na prisão. A paixão os destruiu, mas ampliou os limites de sua poesia.

A mistura de amor e literatura tomou uma forma quase perfeita na figura da escritora Lou Andreas-Salomé. Brilhante e sensual, ela “devorou” o espírito de três grandes homens: o poeta Rainer Maria Rilke, o filósofo Friedrich Nietzsche e o fundador da psicanálise, Sigmund Freud. Foram amores distintos – que ela, friamente, chamava de “experiências”. Com Rilke, ela viveu uma paixão intensa que esbarrou na fraqueza do poeta. Aos poucos, Lou entendeu que a poesia era, para ele, o avesso do desespero. Ficou com o melhor – o poeta – e se afastou do homem. Pragmática, escreveu: “Se você quer uma vida, aprenda a roubá-la”.

Mesmo quando bordeja o desespero, a paixão sustenta a literatura. Casada em 1912 com o escritor Leopold Woolf, nem o amor salvou Virginia Woolf. Na base da paixão de Leopold por Virginia estava não só o fascínio por sua escrita, mas o desejo de salvá-la da loucura – que enfim, no ano de 1941, levou-a a afogar-se no rio Ouse. A admiração literária e o amor não garantiram a felicidade. Mas a fizeram escrever.

Também é impossível não pensar no poeta britânico Ted Hughes, cujo amor foi insuficiente para salvar a mulher, a norte-americana Sylvia Plath, do suicídio – que ela enfim cometeu em 1963. Um ano antes, cansado, Hughes a deixou. Tantas e tantas vezes a paixão não basta. Mas a importância de Hughes na poesia de Sylvia é indiscutível.

Mesmo quando se torna asfixiante, a paixão não anula a escrita. O caso entre os americanos F. Scott Fitzgerald e Zelda Sayre é uma prova disso. Em carta de 1920, Zelda escreve ao amado: “Eu jamais poderia passar sem você – ainda que me deixasse morrer de fome e me espancasse”. A presença esmagadora de Scott não a impediu de escrever um belo romance como Esta Valsa É Minha, de fundo autobiográfico. Já em sua vida pessoal, o amor não lhe bastou. Em 1930, demonstrando a insuficiência da paixão para sustentar uma vida, Zelda foi internada como louca.

Nem todos, como o argentino Adolfo Bioy Casares, tiveram a sorte de transformar a parceria amorosa – no caso, o casamento com a escritora Silvina Ocampo – em fecunda parceira literária. Juntos, escreveram Quem Ama, Odeia, novela simples, mas inspirada, que resume um pouco não só os paradoxos da paixão, mas as relações tensas, porém produtivas, entre amor e literatura.

Adolfo e Silvina são, provavelmente, uma exceção. Mesmo quando fracassa, porém, um amor pode salvar um escritor.

Heroes – David Bowie

Posted in Músicas on Maio 20, 2010 by lapicta

Pena que eu não encontrei a letra bem coordenada…Do grande Camaleão e colega capricorniano David Bowie… essa música me faz sentir “coisas” rs… Não sei, ela tem uma fluidez sensual.

E tb q essa música tem um certo marco para mim.

Heroes Heróis
I, I will be king Eu, eu serei rei
And you, you will be queen E você, você será rainha
Though nothing  Embora nada 
will drive them away os afaste de nós
We can beat them,  Nós podemos vencê-los, 
just for one day ao menos por um dia
We can be Heroes, Nós podemos ser heróis,
 just for one day ao menos por um dia
And you,  E você, 
you can be mean você pode ser egoísta
And I, I’ll drink E eu, eu beberei 
 all the time o tempo todo
Cause we’re lovers, Por que somos amantes, 
and that is a fact isso é um fato
Yes we’re lovers, Sim, somos amantes, 
 and that is that é isso e pronto
Though nothing, Embora nada venha
will keep us together  a nos manter juntos
We could steal time, Nós poderíamos enganar o tempo,
just for one day apenas por um dia
We can be Heroes, Nós podemos ser heróis,
 for ever and ever  para todo o sempre
What d’you say? O que você acha?
I, I wish you could swim Eu, eu gostaria de poder nadar
Like the dolphins, Como os golfinhos, 
 like dolphins can swim como os golfinhos nadam
Though nothing,  Embora nada, 
nothing will keep us together nada nos mantenha juntos
We can beat them,  Nós podemos vencê-los, 
for ever and ever para todo o sempre
Oh we can be Heroes, Oh! nós podemos ser heróis,
 just for one day ao menos por um dia
I, I will be king Eu, eu serei rei
And you, you will be queen E você, você será rainha
Though nothing  Embora nada
will drive them away os afaste de nós
We can be Heroes, Nós podemos ser heróis,
 just for one day apenas por um dia
We can be us, Nós podemos ser nós mesmos,
just for one day ao menos por um dia
I, I can remember Eu, eu me lembro 
(I remember) (eu me lembro)
Standing, by the De estar parado encostado 
wall (by the wall) na parede (na parede)
And the guns, shot  As armas atiravam 
above our heads sobre nossas cabeças
(over our heads) (sobre nossas cabeças)
And we kissed,  E nos beijávamos, 
as though nothing  como se nada
could fall (nothing could fall)  pudesse cair (pudesse cair)
And the shame,  E a vergonha, 
was on the other side estava do lado de lá
Oh we can beat them, Oh nós podemos vencê-los, 
for ever and ever para todo o sempre
Then we could  Então poderíamos 
be Heroes, ser heróis,
just for one day ao menos por um dia
We can be Heroes Nós podemos ser heróis
We can be Heroes Nós podemos ser heróis
We can be Heroes Nós podemos ser heróis
Just for one day Ao menos por um dia
We can be Heroes Nós podemos ser heróis
We’re nothing,  Não somos nada, 
and nothing will help us e nada nos ajudará
Maybe we’re lying, Talvez estejamos mentindo,
then you better  Então é melhor
not stay  você não ficar
But we could Mas nós poderíamos 
 be safer, estar mais a salvo
just for one day Ao menos por um dia
Oh-oh-oh-ohh,  Oh-oh-oh-ohh, 
oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh,
just for one day ao menos por um dia

Vendetta – Capital Inicial

Posted in Músicas on Maio 20, 2010 by lapicta

Capital Inicial

Vendetta

Composição: (Dinho Ouro Preto / Alvin L.)

Se olhe no espelho
Não é beleza é só estupidez
Inferno são os outros
Mas um dia vai ser sua vez

E ninguém vai te ajudar
Quando essa festa acabar
Quando a metáfora falhar
E a piada for você

Conheço o seu veneno
É tão pequeno quanto o mal que fez
Futuro imperfeito
O que era certo não vai ser nem talvez

E ninguém vai te procurar
Quando for fácil te encontrar
Só os mendigos vão usar
A mesma roupa que você

O que diz tem pernas curtas
Veja agora o seu nariz crescer
Seu sorriso é maquiagem é só um truque
E todo mundo vê

E ninguém vai te perdoar
Quando a notícia se espalhar
E quando menos se esperar
Ninguém mais lembra de você

Frases de Grandes Pensadores, Personalidades e Diversas

Posted in Frases, Reflexões on Maio 20, 2010 by lapicta

Recebi uma série de frases interessantes… muito boas mesmo. Entre os Pensadores, Maquiavel… um dos que eu mais admiro… afinal, “os fins justificam os meios”. Sempre adorei frases, citações… acredito que a força da palavra está no que ela expressa e demonstra. Aliás, a força do que se é escrito e maior do que o q é falado algumas vezes.

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“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.” Friedrich Nietzche

“O covarde só ameaça quando se acha em segurança.” Goethe

“Quem revela o segredo dos outros passa por traidor; quem revela o próprio segredo passa por imbecil.” Voltaire

“É prudente não confiar inteiramente em quem nos enganou uma vez.” René Descartes

“Os homens devem ser adulados ou destruídos, pois podem vingar-se das ofensas leves, não das graves; de modo que a ofensa que se faz ao homem deve ser de tal ordem que não se tema a vingança.” Maquiavel

“Sabe o que é melhor que ser bandalho ou galinha? Amar. O amor é a verdadeira sacanagem.” Tom Jobim

“Mantenham-se alertas, pois a traição pode ocorrer em momentos de desconcerto.” Saddam Hussein

“Não há amizade, que por mais profunda que seja, que resista a uma série de canalhices.” Jô Soares

“Das grandes traições iniciam-se as grandes renovações.” Vassili Vassilievitch Rozanov

“A lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração.” Marquês de Maricá

“Não se pode chamar de “valor” assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória.” Maquiavel

”A traição é uma saída para quem não sabe se entregar por inteiro.” Fernanda Ilario

“Ainda que a traição agrade, o traidor é sempre odiado.” Miguel de Cervantes

“Quando fizer o bem, faça-o aos poucos. Quando for praticar o mal, fazê-lo de uma vez só.” Maquiavel

“Quanto maior a confiança, maior a traição” Lex Luthor

“A última tentação é a maior das traições: fazer a coisa certa pela razão errada.” T. S. Eliot

“Os homens em geral formam suas opiniões guiando-se antes pela vista do que pelo tato, pois todos sabem ver mas poucos sentir. Cada qual vê o que parecemos ser, poucos sentem o que realmente somos.” Maquiavel 

“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.” William Blake

“A verdadeira viagem de descoberta consiste em não procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos.” Marcel Proust

“Ao matar seus demônios, cuidado para não destruir o que há de melhor em você.”  Nietzsche

“A traição supõe uma covardia e uma depravação detestável.”  Barão de Holbach

“O perigo e o prazer andam de mãos dadas.” Provérbio Escocês

“A nossa alma é uma floresta sombria. Nela, deuses vão e vêm. Devemos ter a coragem de deixá-los ir e vir.” D.H. Lawrence

“A verdade é o melhor solo sobre o qual a beleza pode germinar. (Christopher Morley)

“Nenhuma coisa é tão difícil quanto a franqueza, nenhuma coisa tão fácil quanto a lisonja. A lisonja é agradável, e eles escutam tudo isso com certa deleitação, com uma deleitação rude talvez, mas deleitação finalmente”. Fiódor Dostoiévsky

“Deixe que cada um exercite a arte que conhece.” Aristóteles

“A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais….”  Clarice Lispector

“O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim em nossa atitude com relação a elas.” Antoine de Saint-Exupéry

“Se você quiser minha opinião final sobre o mistério da vida e tudo isso, posso resumi-la em poucas palavras. O universo é como um cofre para o qual existe uma combinação. Mas essa combinação está trancada dentro do cofre.” Peter de Vries

“A água corre tranqüila quando o rio é fundo.” William Shakespeare

“No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam.” Carlos Drummond de Andrade

“No final, é importante lembrar que não podemos nos tornar o que devemos ser se continuarmos sendo o que somos.” Max de Pree

“A traição nunca triunfa. Qual o motivo? Porque, se triunfasse, ninguém mais ousaria chamá-la de traição.” J. Harington

“Ninguém volta de bom grado a um lugar onde foi maltratado.” Fedro

“César declarou… que amava as traições, mas odiava os traidores.” Plutarco

“Mantenha-se simples, bom, puro, sério, livre de afetação, amigo da justiça, temente aos deuses, gentil, apaixonado, vigoroso em todas as suas atitudes. Lute para viver como a filosofia gostaria que vivesse. Reverencie os deuses e ajude os homens. A vida é curta.” Marco Aurélio

“O mal sempre vai e volta.” John Milton

“Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele diz a verdade.” Cícero

“Veja, se eu o enviar para dormir no meio dos lobos, seja esperto como as serpentes e inofensivo como os pombos.” Jesus de Nazaré

“Faço aos outros o mesmo que fazem comigo, um pouco pior.” Jimmy Hoffa

“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.” Friedrich Nietzsche.

“Odeio o homem de duas caras, gentil nas palavras mas hostil na conduta.” Palladas

“Nunca salte de um trampolim quebrado.” William Shakespeare

“A grandeza é uma condição espiritual.” Mathew Arnold

“A raça humana não pode prosperar enquanto não aprender que há tanta dignidade em cultivar campos quanto em escrever um poema.” Booker Washington

“Para destruir, aniquilar definitivamente um homem, infligir-lhe as punições mais terríveis, diante das quais o assassino mais feroz tremeria de pavor, basta apenas lhe atribuir um trabalho de caráter total e inteiramente inútil e irracional.” Fiódor Dostoiévski

“Quem faz o bem ao outro deve fazê-lo nos Mínimos Detalhes. O Bem Geral é a justificativa do imoral, do hipócrita e do falso.” William Blake

“Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito.” William Blake 

“(…) Que sorte tenho de ser o Vermelho! Sou o fogo, sou a força! Todos me notam e me admiram, e ninguém resiste a mim. Devo ser franco: para mim, o refinamento não se esconde na fraqueza nem na sutileza, mas reside na firmeza e na determinação.(…)” Meu nome é Vermelho – Orhan Pamuk

“Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.” Immanuel Kant

“A águia voa sozinha, os corvos voam em bando, o tolo tem necessidade de companhia, e o sábio necessidade de solidão.” Friedrich Rückert

“O chamado da morte é um chamado de amor. A morte pode ser doce se respondemos positivamente, se a aceitamos como uma das grandes formas eternas da vida e da transformação.” Hermann Hesse

“Um grama de lealdade vale um quilo de inteligência.” Elbert Hubbard

“(…) quando destituído de qualidades morais, o homem é o mais impiedoso e selvagem dos animais, e o pior em relação ao sexo e à gula (…)” Aristóteles

“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda nossa vida.” Gandhi

“Eu sou eu e você é você. Isto, é solidão.” Clarice Lispector

“Nenhum xamã é capaz de cura se o doente for amante da doença!” (DA)

” Tenho uma grande arte. Eu firo duramente aqueles que me ferem. “

“Não é quem eu sou por dentro e sim o que eu faço é que me define.”  Batman Begins

“Pode-se enganar a muitos por algum tempo; Pode-se mesmo enganar alguns por muito tempo;  Mas não se pode enganar a todos todo o tempo…” (A. Lincoln)

“Ser líder é como ser uma dama: se você precisa provar que é, então você não é.” Margareth Thatcher

“Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.” Sun Tzu

” O que importa não é o que você diz e sim o que as pessoas compreendem.” Duda Mendonça

“Não posso lhe dar a receita do sucesso mas a do fracasso é querer agradar a todos.” Herbert Bayard Swope

“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”  Clarice Lispector

“Quem a si próprio elogia, não merece crédito.”  Provérbio chinês

“A vida é ou uma aventura audaciosa, ou não é nada. A segurança é geralmente uma superstição. Ela não existe na natureza”. Helen Keller

“O que você faz nesta vida ecoa na eternidade.” De Russel Crowe, em O Gladiador

“Eu não conheço metade de vocês como gostaria; e gosto de menos da metade de vocês a metade do que vocês merecem.” Bilbo Bolseiro, Senhor dos Anéis

“…todo mundo quer ter poder mas ninguém quer ter responsabilidades, todo mundo quer lucrar mas ninguém quer investir de verdade, todo mundo quer dar lição de moral mas ninguém quer assumir quando está errado, todo mundo é dono da verdade e ninguém aceita críticas construtivas de quem está olhando de fora…” (DA)

Posted in Frases on Maio 19, 2010 by lapicta

Perder a Viagem – Martha Medeiros

Posted in Reflexões on Maio 19, 2010 by lapicta

Olha, tão pertinente que nem tive como não plagiar do blog da minha amiga querida Star of the Morning .

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(foto atribuída pela energia do período conforme minhas crenças…pois quem acaba cuidando de quem perde a viagem não somos nós…são energias beeeem diferentes).

Você pede ao patrão para sair mais cedo do trabalho, aí pega um ônibus lotado, vai para um consultório médico que fica no outro lado da cidade, gasta seus trocados, seu tempo e seu humor e, ao chegar, esbaforido e atrasado, descobre que sua hora, na verdade, está marcada para semana que vem. Sinto muito, você perdeu a viagem.

Todo mundo já passou por uma situação assim, de estar no lugar errado e na hora errada por pura distração. Acontecendo só de vez em quando, tudo bem, vai pra conta dos vacilos comuns a qualquer mortal. O problema é quando você se sente perdendo a viagem todos os dias. Todinhos. É o caso daqueles que ainda não entenderam o que estão fazendo aqui.

Estão perdendo a viagem aqueles que não se comprometem com nada: nem com um ofício, nem com um relacionamento, nem com as próprias opiniões. Estão sempre flanando, flutuando, pousando em sentimento nenhum, brigando por idéia nenhuma, jamais se responsabilizando pelo que fazem, pois nada fazem. Respirar já é para eles tarefa árdua e suficiente. E os dias passam, e eles passam, e nada fica registrado, nada que valha a pena lembrar.

Estão perdendo a viagem aqueles que, em vez de tratarem de viver, ficam patrulhando a existência alheia, decretando o que é certo e errado para os outros, não tolerando formas de vida que não sejam padronizadas, gastando suas bocas com fofocas, seus olhos com voyeurismo, sem dedicar o mesmo empenho e tempo para si mesmo.

Estão perdendo a viagem aqueles preguiçosos que levam semanas até dar um telefonema, que levam meses até concluir a leitura de um livro, que levam anos até decidir procurar um amigo. Pessoas que acham tudo cansativo, que acreditam que tudo pode esperar, que todos lhe perdoarão a ausência e o descaso.

Estão perdendo a viagem aqueles que não sabem de onde vieram nem tentam descobrir. Que não sabem para onde ir e nem tentam encontrar um caminho. Aqueles para quem a tele visão pode tranqüilamente substituir as emoções.

Estão perdendo a viagem todos aqueles que se entregam de mão beijada às garras afiadas do tédio.

Martha Medeiros

gripada…

Posted in dia_a_dia on Maio 18, 2010 by lapicta

…saudade do meu edredon, uma caneca de chá e meu bebê felino pra curtir uma preguiça…

mas…tenho que trabalhar né… paciência…

porém, não descarto uma bela injeção de corticóides mais tarde (parece feio falando assim…mas só eu sei o qto me alivia qdo eu fico assim, atacada nos “ites”).

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