Arquivo de Maio, 2010

A Marca da Pantera

Posted in Músicas on Maio 25, 2010 by lapicta

A Marca da Pantera é um filme antigo que ainda não assisti…mas quero bastante! encontrei vídeos bem mais legais que o que estou postando…porém o wordpress não comporta eles … =( … triste…

De qlqr maneira,  coloco os links e a letra da Música do David Bowie – que até onde eu saiba é trilha do filme.

http://video.libero.it/app/play?id=46137fc3d5cf2b0f602a5ee5f57edfb4

(gente, não deixem de assistir o link acima!)

Cat People Felina
See these eyes so green Veja estes olhos tão verdes
I can stare  Eu posso olhar
for a thousand years  por mil anos
Colder than the moon Tão frios como a lua
It’s been so long Isso foi há muito tempo
   
Feel my blood enraged Sinto meu sangue gelar
It’s just the fear  É apenas o medo 
of losing you de te perder
   
Don’t you know Você não sabe
my name meu nome
Well, you been  Bem, você se foi 
so long há tanto tempo
   
And I’ve been E eu tenho 
 putting out fire apagado o fogo
With gasoline Com gasolina
   
See these eyes Veja estes olhos
 so red  tão vermelhos
Red like jungle  Vermelhos como o clarão 
burning bright de uma mata queimando
Those who feel Aqueles que 
 me near me sinto perto
Pull the blinds and  Puxe as cortinas e
change their minds mude suas mentes
It’s been  Isso foi a 
so long muito há tempo
   
Still this  Esta noite 
pulsing night ainda pulsa
A plague I call  Uma praga que chamo
a heartbeat de batimentos cardiacos
Just be still Apenas se você 
with me estiver comigo
Ya wouldn’t believe  Você não acreditaria 
what I’ve been thru pelo que passei
You’ve been Você se foi 
so long há tanto tempo
Well it’s been Bem, isso foi
 so long há tanto tempo
And I’ve been putting E eu fui apagar 
out the fire with gasoline o fogo com gasolina
Putting out the fire Apagar o fogo
With gasoline Com gasolina
   
See these tears Veja estas lagrimas
so blue tão azuis
An ageless heart Um coração sem idade 
that can never mend que não tem conserto
These tears  Estas lagrimas 
can never dry nunca podem secar
A judgement made  Um julgamento feito 
can never bend nunca pode mudar
   
See these eyes Veja estes olhos
so green tão verdes
I can stare for Eu posso olhar 
 a thousand years por mil anos
Just be still  Apenas se você 
with me estiver comigo
You wouldn’t believe  Voce não acreditaria 
what I’ve been thru pelo que passei
   
You’ve been Você se foi 
so long há tanto tempo
Well it’s been Bem, isso foi 
so long há muito tempo
And I’ve been putting  E eu fui apagar 
out fire with gasoline o fogo com gasolina
Putting out  Apagar o fogo 
fire with gasoline com gasolina
   
[Been so long] Há tanto tempo
[Been so long] Há tanto tempo
Well, it’s been  Bem, isso foi 
so long há tanto tempo
[Been so long] Há tanto tempo
I’ve been  Eu apaguei 
putting out fire o fogo
[Been so long] Há tanto tempo
Well, it’s been  Bem isso foi 
so long há tanto tempo
[Been so long] Há tanto tempo
I’ve been  Eu apaguei 
putting out fire o fogo
[Been so long] Há tanto tempo
It’s been  Isso foi 
so long há tanto tempo
[Been so long] Há tanto tempo
Putting out fire Apagando o fogo
[Been so long] Há tanto tempo
   
Been so long Há tanto tempo
[So long,  Tanto tempo, 
so long] tanto tempo
Been so long Há tanto tempo
[So long,  Tanto tempo, 
so long] tanto tempo
Been putting out fire Foi apagando o fogo
[Been so long,  Foi há tanto tempo, 
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
Been putting out fire Foi apagando o fogo
[Been so long,  Foi há tanto tempo, 
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
Been so long Ha tanto tempo
   
[Been so long,  Foi há tanto tempo, 
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
Been so long,  Foi há tanto tempo, 
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
I’ve been  Eu fui 
putting out fire apagando o fogo
[Been so long,  Foi há tanto tempo,
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
   
Been putting out fire Apagando o fogo
[Been so long,  Foi há tanto tempo, 
so long, so long] tanto tempo, tanto tempo
Been so long Há tanto tempo
[So long,  Tanto tempo, 
so long] tanto tempo
Been so long Ha tanto tempo
[So long,  Tanto tempo,
so long]  tanto tempo
Been so long Ha tanto tempo
[So long,  Tanto tempo, 
so long] tanto tempo

5 Orações Celtas

Posted in Crenças Tradicionais Européias, Espiritualidade, Reflexões on Maio 25, 2010 by lapicta

I
Bendito seja o anseio que te trouxe aqui e que aviva a tua alma com assombro.
Que tenhas a coragem de acolher o teu anseio eterno.
Que aprecies a companhia crítica e criativa da pergunta “Quem sou eu?”
e que ela ilumine o teu anseio.
Que uma secreta Providência Divina
guie o teu pensamento e proteja o teu sentimento.
Que a tua mente habite a tua vida
com a mesma certeza com que teu corpo se integra ao mundo.
Que a sensação de algo ausente amplie a tua vida.
Que a tua alma seja livre como as sempre renovadas ondas do mar.
Que vivas perto do assombro.
Que te integres ao amor com o arrebatamento da Dança.
Que saibas que estás sempre incluído no benévolo círculo de Deus.

II
Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te liberte da falsidade.
Que o ardor do coração mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro.

III
Que atendas ao teu anseio de ser livre.
Que as molduras da tua integração sejam suficientemente amplas para os sonhos da tua alma.
Que te levantes todos os dias com uma voz de bênção murmurando em teu coração que algo de bom te vai acontecer.
Que encontres uma harmonia entre a tua alma e a tua vida.
Que a mansão da tua alma nunca se torne um local assombrado.
Que reconheças o anseio eterno que vive no cerne do tempo.
Que haja benevolência no teu olhar quando contemplares o teu íntimo.
Que nunca coloques muros entre a luz e ti.
Que o teu anjo te liberte das prisões da culpa, medo, decepção e desespero.
Que permitas que a beleza espontânea do mundo invisível te recolha, cuide de ti e te inclua na integração.

IV
Que sejas abençoado nos Nomes Sagrados daqueles que suportam a nossa dor pela montanha da transfiguração acima.
Que conheças o suave abrigo e a graça restauradora quando fores chamado a resistir na morada da dor.
Que os pontos de escuridão no teu íntimo se voltem na direção da luz.
Que te seja concedida a sabedoria de evitar a falsa resistência e, quando o sofrimento bater à porta da tua vida, sejas capaz de lhe vislumbrar a dádiva oculta.
Que sejas capaz de enxergar os frutos do sofrimento.
Que a memória te abençoe e te abrigue com a arduamente obtida luz do esforço passado, que isso te dê confiança e segurança.
Que uma janela de luz sempre te surpreenda.
Que a graça da transfiguração te cure as feridas.
Que saibas que, embora a tempestade possa rugir, nem um fio do teu cabelo será magoado.

V
Que saibas que a ausência está repleta de terna presença e que nada jamais está perdido ou esquecido.
Que as ausências na tua vida estejam repletas de eco eterno.
Que sintas ao redor do secreto “Outro Lugar” que contém as presenças que deixaram a tua vida.
Que sejas forte na aceitação das tuas perdas.
Que a dolorosa fonte de luto se transforme em uma fonte de ininterrupta presença.
Que a tua paixão se estenda àqueles de que nunca temos notícia e que tenhas a coragem de falar em nome de excluídos.
Que venhas a ser o afável e apaixonado sujeito da tua vida.
Que não desrespeites o teu mistério por meio de palavras insensíveis ou integração falsa.
Que sejas acolhido por Deus, em quem o amanhecer e o crepúsculo se unem, e que a tua integração habite os seus sonhos mais profundos no interior do abrigo da Grande Integração.

(Textos extraídos do livro “Ecos Eternos” de John O’Donohue).

Notas: Nota de Wagner Borges: O irlandês John O’Donohue é escritor, pesquisador, poeta e filósofo católico, com Ph.D. em Teologia Filosófica pela Universidade de Tübingen. É autor de dois belos livros sobre a sabedoria celta: “Anam Cara” e “Ecos Eternos”, ambos publicados no Brasil pela Editora Rocco. Por diversas vezes, ajudei pessoas com problemas de baixa auto-estima e vazio existencial simplesmente indicando a leitura desses dois livros. O seu autor fala direto ao coração e enche a alma do leitor daquela beleza vital e amor pela vida dos celtas antigos, que valorizavam o gosto pelas coisas da natureza e a fluência dos sentimentos verdadeiros expressados no cotidiano. Vale a pena ler esse material celta inspirado.

Selo

Posted in dia_a_dia on Maio 24, 2010 by lapicta

ganhei um selo da Chris! Obrigada querida!

Agora preciso descobrir como coloco ele aqui do ladinho.

Sermão do Santo Eloy

Posted in Crenças Tradicionais Européias, Espiritualidade, Etnografia, Folclore on Maio 24, 2010 by lapicta

Sermão de Santo Eloy, do século VII

Que nenhum christão não repare no dia em que saia de casa, nem na hora em que entre, porque todos os dias são obras de Deus;

Que ninguem se regule pela lua para emprehender qualquer cousa;

Que nenhum christão ligue credito ás rimas nem aos cantos magicos, porque são obra do diabo;

Que na festa de S. João, e em outras solenidades dos santos, que se não faça caso do solstício;

Que nenhum christão accenda candeias, nem faça votos nos templos pagãos á borda das fontes, ao pé das árvores, nas florestas ou nas encruzilhadas;

Que ninguém suspenda amuletos ao pescoço de um homem ou de qualquer animal;

Que ninguém faça lustrações para a prosperidade das ervas ou das cearas; Que ninguém faça passar os seus rebanhos através das arvores ocas, ou de excavações no solo, porque é ao demónio que os querem consagrar;

Que nenhuma mulher se enfeite com collares de ambar;

Que ao tecer ou tingir a têa não invoqueis nem Minerva nem outra divindade funesta;

Não temais começar qualquer obra na lua nova;

Não invoqueis o Sol e a Lua com o nome de Senhores, não jureis por elles…

O Povo Portuguez nos seus Costumes, Crenças e Tradições, Teófilo Braga, 1885

White Rabbit – Jefferson Airplane

Posted in Enteogenia, Espiritualidade, Músicas, Xamanismo on Maio 21, 2010 by lapicta

E de pensar que ainda tem gente que acredita que Alice no País das Maravilhas é História Infantil…quero ver se quem acha isso, depois de ouvir a maravilhosa música de Jefferson Airplane ainda vai manter a mesma opinião. Aliás, o filme foi bom…versão bem diferente da anterior.

White Rabbit

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don’t do anything at all.
Go ask Alice
When she’s ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you’re going to fall,
Tell ‘em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you’ve just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she’ll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen’s “off with her head!”
Remember what the dormouse said:
“Feed your head. Feed your head. Feed your head”

Coelho Branco

Uma pílula deixa você grande
E uma pílula deixa você pequeno
E aquelas que a sua mãe lhe dá
Não fazem efeito algum.
Pergunte à Alice
Quando ela estiver alta
E se você for caçar coelhos,
E souber que irá falhar,
Mostre a eles que uma lagarta fumando “Narguilé”
Tem feito o chamado para você.
Chame a Alice
Quando ela estiver apenas pequena.
Quando os homens no tabuleiro de xadrez
Levantarem e lhe disserem onde ir,
E você consumira há pouco um tipo de cogumelo
E sua mente estiver movendo-se lentamente,
Pergunte à Alice;
Eu acho que ela saberá.
Quando lógica e proporção
Tiverem caído por terra
E o Cavaleiro Branco estiver falando ao contrário
E a rainha vermelha “corte a cabeça dela!”
Lembre-se o que o rato silvestre disse:
“Alimente sua cabeça. Alimente sua cabeça.”

Brincadeira – Essas vocês não sabiam…

Posted in Curiosidades on Maio 21, 2010 by lapicta

Quem postou essa brincadeira foi a Mulher Polvo e disse que quem quisesse fazer também, ela ia achar legal para poder conhecer melhor a pessoa.

Eu preciso dizer 6 coisas que vocês (a maioria dos leitores do blog…pq outra parcela de quem lê já me conhece) não sabem sobre mim.

Let’s go!

1 – Morei um período fora do Brasil e nesse período mudei de maneiras que me desconheci quando retornei. Transformei meus valores, percebi que o que realmente importa deixamos de lado, senti o verdadeiro sabor da solidão (sem amigos verdadeiros ou qualquer família), conheci pessoas incríveis e que muito me ensinaram (apenas com seu jeito de ser e viver a vida), confirmei a teoria de que as pessoas mais simples e que menos possuem são as mais amorosas e solidárias e senti na carne o que é ser vítima de preconceito…coisa que a gente às vezes brada aqui mas não sabe realmente o que significa. Sem contar que eu aprendi o quanto a família é algo imprescindível na vida da gente.

2 – Toco um instrumento folclórico tradicional espanhol, a gaita-de-foles galega e faço parte de um Grupo Folclórico. Entre afastamento dos ensaios e assiduidade, fazem cerca de 6/7 anos que toco…já toquei tanto aqui como no exterior também. Tem gente que acha estranho, tem gente que nem sabe que instrumento é esse…sempre pensam que é aquela gaita de boca. Sou muito ligada a história, antropologia, música e literatura…as artes no geral me fascinam (cinema, teatro, esculturas, pinturas…)…mas não sei taaanto sobre também…tenho muito a desbravar ainda.

3 – Sou uma pessoa com tantas idéias, reflexões, teorias e sentimentos dentro de mim que por vezes cheguei a pensar que fosse enlouquecer (sem contar o histórico familiar de loucura e esquisitices que não ajuda e de certa forma sempre me assombrou). O meu mundo interno ferve, funciona a mil por hora, é revoltoso e perturbante. Isso também faz com que eu, apesar de escrever e postar muitas coisas e de muita gente achar que sou extrovertida, falante e coisa e tal, seja alguém que pessoalmente é tímida, quieta e bem reservada…fora o semblante fechado que por mais que me custe acreditar, mete medo nas pessoas. Existe uma dualidade muito estranha que ocorre: as pessoas se sentem ou bastante incomodadas ou muito libertas junto de mim…ao ponto de me confessarem desde o mais secreto que trazem consigo até o mais bonito e singelo…não sei bem o pq…mas confesso que ainda me choco com esse tipo de situação…sempre é inesperado…mas é legal pensar que talvez eu seja alguém que passe uma energia confiável…(aliás, eu sou mesmo, extremamente…mas a pessoa precisa merecer)…fora que tenho a cabeça bem aberta mesmo, então ouço absolutamente de tudo e com muita naturalidade…afinal, tudo é relativo…nada para mim é freak…desde que vc tenha cojones para assumir, claro, rs, pois se vc se assume, quem sou eu perante isso??? Tenho mais é que aprender sob o teu ponto de vista…já diz o Pessoa “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Gosto de gente que se assume de cabeça ereta…gente com “G” maiúsculo e com conteúdo…não consigo conviver bem com superficialidade ou frivolidade…ela deve e sempre faz parte da vida, mas não deve ser tudo o que existe.

4 – Tudo para mim é sarcasmo e humor negro…eu rio de absolutamente tudo em primeira instância e saco da “cartola” as tiradas mais impagáveis…mesmo que eu me desfaça em lágrimas em seguida pois ao pensar seriamente no assunto se torna uma tragédia…fora que sou tão sensível e magoada que até eu me irrito com o que me irrita. Sou absolutamente emotiva, profunda, passional e intensa…e se eu soltar as rédeas de vez, daí emerge a mulher desvairada, rs…me jogo de cabeça em certas coisas sem eira nem beira, ao ponto de me arrebentar inteira ao final de qualquer jornada emocional…aliás, se não for com carne, suor, sangue e lágrimas para mim não vale a pena…nada morno me satisfaz…também passo do fogo ao gelo em segundos…sou extrema…ou amo ou odeio…e se eu deixo de amar, esquece…a pessoa morreu pra mim…mudo de humor várias vezes ao dia…sou explosiva (mas seguro o qto posso), tenho uma energia de violência muito grande em mim que eu direciono para escrever e para qlqr forma de arte possível. Sou sincera, franca até doer, sem papas na língua e não tenho medo de ninguém…digo na lata o que acho, quem não gostar, não gostou. Sou extremamente geniosa, dominadora e livre…não existe nada que me faça ficar onde não quero ou com quem não quero…e sou antagônica tb…posso ser uma miríade de coisas inexplicáveis tantas e tantas vezes…pois é…pessoalouca.com. Ah, e tenho “apito pra chamar louco”… se eu ficar parada na rua 5 minutos, um nóia virá me abordar…pode ter certeza, rs.

5 – Adoro cozinhar (mas acho q não levo jeito, rs…), sou desorganizada com minhas coisas (roupas, sapatos, bolsas…) mas detesto bagunça na parte profissional, sou totalmente preguiçosa (gata em corpo humano)…adoro ficar sem fazer nada: assistindo filmes, lendo (leio em média 3 livros ao mesmo tempo). Adoro dormir a manhã toda e passar a noite acordada… adoro a vida boêmia (principalmente a underground)…adoro cigarro, whisky, coca-cola zero, energético, bebidas destiladas no geral e comidinhas estilo “Jesus-me-chama”…risos…também adoro bons restaurantes…sou eclética: vou do bar pé sujo ao Galetos sem nenhum remorso ou sentimento de não pertencer ao lugar…usando de metáfora: eu sento tanto com os mendigos como com a nobreza numa boa…e sou sempre eu mesma. Sou totalmente hedonista e etílica…os prazeres me comandam.

6 – Tenho uma rotina profissional bem tradicional (trabalho com tecnologia)…minhas idéias, aspirações, hobbys e tudo o mais são o avesso do que vivencio nessas horas úteis semanais e eu levo a vida profissional muito a sério…ela é prioridade sim, mas sem ser a canibal do restante da minha vida (como já foi durante muito tempo). Quem vê apenas a “mulher de negócios” conhece só a ponta do iceberg. Não costumo abrir com facilidade minha vida para as pessoas.

É isso aí…quem quiser, faça também, é bem legal.

Clarice Lispector – Infelicidade Inspiradora

Posted in Literatura on Maio 21, 2010 by lapicta

Pois é…como já dizia a própria Clarice “A poesia dos poetas que sofreram é doce e terna. E a dos outros, dos que de nada foram privados, é ardente, sofredora e rebelde.”

Também me fez lembrar de uma matéria que vi acho que no Globo News (TV Cabo) onde se falava que a grande parte dos artistas sofrem de melancolia…depressão… pelo processo criativo ser por demais sofrível …

”é pena eu não ser burro, assim eu não sofria tanto”… Raulzito já dizia…

Clarice Lispector amou o romancista Lúcio Cardoso, homossexual, e o cronista Paulo Mendes Campos, que era casado. As paixões impossíveis alimentaram sua literatura – e ela não foi a única escritora a se nutrir do fracasso amoroso

Por José Castello

A paixão alimenta a literatura ou a enfraquece? Amar leva a escrever ou a calar? Clarice – A Vida de Clarice Lispector, biografia do jornalista norte-americano Benjamin Moser – que chega neste mês ao Brasil com o status de ser a mais completa sobre a autora de Laços de Família e Felicidade Clandestina —, sugere que, mesmo quando o amor é impossível, ele estimula a escrita. Mesmo fracassado, um amor pode ajudar a escrever.

Casada entre 1943 e 1959 com o diplomata Maury Gurgel Valente, Clarice nunca escondeu que se sentia sufocada pela vida conjugal. “Nada tenho feito, nem lido, nem nada. Sou inteiramente Clarice Gurgel Valente”, escreveu em uma carta datada de 1944. Se o casamento com Maury “deu certo” – gerou dois filhos e perdurou por 16 anos – a paixão pelo romancista mineiro Lúcio Cardoso foi muito mais importante para sua escrita, mesmo “dando errado”.

Quando se conheceram, em 1940, Clarice tinha 20 anos, e Lúcio – brilhante e sedutor -, 28. Mas era um amor impossível: Lúcio era um homossexual assumido. Havia, porém, lembra Moser, um segundo impedimento: os dois eram “parecidos demais”. Mesmo assim, especula Moser, foi esse amor não correspondido que levou Clarice a cultivar a solidão – condição essencial para a escrita. Mais que isso: foi o fracasso no amor que a empurrou para a literatura. Por meio de Lúcio, ela passou a frequentar as rodas literárias do “grupo introspectivo”, que se reunia no Bar Recreio, no Rio de Janeiro. Chegou, assim, à poesia metafísica de Augusto Frederico Schmidt e encontrou sua ascendência “mística” em Cornélio Penna e Octavio de Faria, essenciais para a sua obra. Foi Lúcio Cardoso quem sugeriu o título de seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem (1943). Foi ele, ainda, quem lhe mostrou que as anotações dispersas, que ela tomava às tontas e pareciam incoerentes, eram, na verdade, o seu método.

Nos anos 60, Clarice Lispector se aproximou de outro escritor: o cronista e poeta mineiro Paulo Mendes Campos. Desde 1959 estava separada de Maury, com quem tinha morado na Itália, Suíça e Estados Unidos. Em junho daquele ano, regressou com os dois filhos ao Brasil, apostando novamente na solidão. Em 1962, porém, envolveu-se com Paulo.

Diz Moser, com astúcia, que ele foi uma “versão heterossexual” de Lúcio Cardoso. Ambos eram mineiros, católicos, talentosos e sedutores. Eram também perdulários, boêmios e alcoólatras. Como Lúcio, Paulo exerceu uma forte influência intelectual sobre Clarice. Mas era outro amor impossível: ele era casado. Mesmo assim os dois viveram uma paixão secreta. Vínculos invisíveis os ligavam. O jornalista Ivan Lessa assim resumiu: “Em matéria de neurose, nasceram um para o outro”. Clarice tentava ser discreta, mas não continha a ansiedade. Intimado pela mulher, Paulo partiu com a família para Londres. Moser avalia que o fim do romance isolou Clarice do meio literário e, de um modo mais geral, do “mundo adulto”, com o qual ela teve sempre laços muito frágeis. Ela o amou até o fim de seus dias.

TENSÃO E LOUCURA

É sempre ambígua e tensa a relação amorosa entre escritores. Influenciada pela filosofia de Jean-Paul Sartre, com quem viveu uma relação heterodoxa, Simone de Beauvoir acreditava que todo amor é impossível, mas que era possível fazer muito de seus destroços. Só porque via o amor como uma experiência desastrosa, Simone conseguiu amar Sartre: não moravam juntos, não tiveram filhos e namoravam outras pessoas. Ele mais que ela. “Não somos a mesma pessoa, mas temos as mesmas recordações”, Simone argumentava. Tinha certeza de que, escrevendo, ajudava Sartre a entender quem ele era.

Às vezes, como mostra a relação dos poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud, a mistura de literatura e paixão resvala na loucura. Quando se aproximaram, Verlaine, um homem casado, tinha 26 anos, e Rimbaud era um rapazote de 17. Correspondiam-se. Apaixonaram-se. Verlaine se embriagou com as ideias de Rimbaud, que combatia os parnasianos, a família e a pátria. Na busca do “desregramento dos sentidos”, abusaram do absinto e do haxixe. Mas brigavam sempre. Verlaine se arrependia sempre. “Volte, volte, amigo. Juro que serei bom”, escreveu em carta de 1873. Numa dessas brigas, Verlaine feriu Rimbaud com um tiro no punho. Passou dois anos na prisão. A paixão os destruiu, mas ampliou os limites de sua poesia.

A mistura de amor e literatura tomou uma forma quase perfeita na figura da escritora Lou Andreas-Salomé. Brilhante e sensual, ela “devorou” o espírito de três grandes homens: o poeta Rainer Maria Rilke, o filósofo Friedrich Nietzsche e o fundador da psicanálise, Sigmund Freud. Foram amores distintos – que ela, friamente, chamava de “experiências”. Com Rilke, ela viveu uma paixão intensa que esbarrou na fraqueza do poeta. Aos poucos, Lou entendeu que a poesia era, para ele, o avesso do desespero. Ficou com o melhor – o poeta – e se afastou do homem. Pragmática, escreveu: “Se você quer uma vida, aprenda a roubá-la”.

Mesmo quando bordeja o desespero, a paixão sustenta a literatura. Casada em 1912 com o escritor Leopold Woolf, nem o amor salvou Virginia Woolf. Na base da paixão de Leopold por Virginia estava não só o fascínio por sua escrita, mas o desejo de salvá-la da loucura – que enfim, no ano de 1941, levou-a a afogar-se no rio Ouse. A admiração literária e o amor não garantiram a felicidade. Mas a fizeram escrever.

Também é impossível não pensar no poeta britânico Ted Hughes, cujo amor foi insuficiente para salvar a mulher, a norte-americana Sylvia Plath, do suicídio – que ela enfim cometeu em 1963. Um ano antes, cansado, Hughes a deixou. Tantas e tantas vezes a paixão não basta. Mas a importância de Hughes na poesia de Sylvia é indiscutível.

Mesmo quando se torna asfixiante, a paixão não anula a escrita. O caso entre os americanos F. Scott Fitzgerald e Zelda Sayre é uma prova disso. Em carta de 1920, Zelda escreve ao amado: “Eu jamais poderia passar sem você – ainda que me deixasse morrer de fome e me espancasse”. A presença esmagadora de Scott não a impediu de escrever um belo romance como Esta Valsa É Minha, de fundo autobiográfico. Já em sua vida pessoal, o amor não lhe bastou. Em 1930, demonstrando a insuficiência da paixão para sustentar uma vida, Zelda foi internada como louca.

Nem todos, como o argentino Adolfo Bioy Casares, tiveram a sorte de transformar a parceria amorosa – no caso, o casamento com a escritora Silvina Ocampo – em fecunda parceira literária. Juntos, escreveram Quem Ama, Odeia, novela simples, mas inspirada, que resume um pouco não só os paradoxos da paixão, mas as relações tensas, porém produtivas, entre amor e literatura.

Adolfo e Silvina são, provavelmente, uma exceção. Mesmo quando fracassa, porém, um amor pode salvar um escritor.

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