Arquivo de Setembro, 2010

Sounds of Dolphins

Posted in Espiritualidade, Músicas, Xamanismo on Setembro 6, 2010 by lapicta

Os deuses dos mares…como muitas, uma criatura que ensina somente por ser.

Mentes Inteligentes e Livres

Posted in Espiritualidade, Reflexões on Setembro 6, 2010 by lapicta

 

Eu tenho uma porção de divagações que adoraria escrever sobre, pouquíssimo tempo disponível para colocar no papel e o defeito de ser prolixa…mas, como se diz: “a ver cómo sale”… aliás, nos possíveis erros de português eu gostaria de pedir desculpas pois ultimamente  na tentativa de falar espanhol o tempo todo, o português está mais porco que nem sei o que.

Ter a mente inteligente e livre é uma maravilha…verdadeira faca de dois gumes. O exercício de pensar te carrega para imensidões impublicáveis (a não ser Lispector…ela sim adentrava esses mundos com muita propriedade) e te trás sopros de idéias tantas vezes indigestas.

O exercício do livre pensar sempre esteve em voga em mim e na minha rotina…atenção a detalhes que muitos não notam ou até na percepção de olhares e comportamentos que para uma grande maioria não quer dizer nada. Mas nesse post em específico vou focar no fato de que para ter uma mente livre e poder ser considerado inteligente, talvez seja imprescindível a coerência.

Liberdade de idéias não é caos absoluto, uma vez que o pensamento carrega consigo a ação de uma possível transformação concreta. Teorizar é parte do processo e não a coisa como um todo. Os Grandes Pensadores estão aí para provar… viveram suas teorias e não apenas as propuseram perante os outros.

A coerência entra na parte em que você se coloca dentro de sua própria teoria e vive-a, afinal, só quem viveu pode dizer se é doce ou amargo. Apenas palavras não convencem pra sempre e mais que tudo, é preciso muito discernimento para entender que os horizontes são infinitos e as maneiras de querer seguir adiante nos passos da vida também.

Digo isso perante muitas pessoas que conheci e veredas por onde passei (em todos os âmbitos de vida imagináveis) e que, no final, acabei descobrindo que um suposto “céu infinito” que era proposto não passava de peneira para tapar o sol e que assim que um descampado surgia no bosque do caminho, uma realidade de fatos se descortinaram de forma violenta até.  Isso fora o fato de que tem gente que possui uma fôrma e que te vê como a massa de modelar, onde você precisa se adequar do contrário não está “apto”.

Mas então você pensa: “espera aí…apto? quem tem esse pseudo-poder de me enquadrar em uma coisa ou outra?” e aí entra um ponto que precisa de análise: estereótipos, moldes… Como assim uma mente livre tem de ser desta ou daquela maneira?

Inteligência demanda expansão de possibilidades e não estreiteza de conceitos e uma cartilha de “Certo ou Errado”. Liberdade demanda ser fiel a você mesmo… sem ego mundano ou imposto…disposto a  jogar por terra qualquer ideologia que tiver ou te impuserem e ir de peito aberto rumo ao escuro do futuro….afinal, ego, orgulho, certezas irrefutáveis, aparências, teatro… isso tudo cai por terra passada a euforia da “estréia”. Você precisa ser autêntico, tem de ser verdadeiro e transparente e não ter vergonha de quem é e mais: o medo não pode te paralisar.

Mentes livres (e inteligentes) precisam ser o que tiverem de ser, precisam de espaço para expandir e experimentar…e não o que eu quero que seja ou outra pessoa pense ser o melhor ou pior. Quem tem mente livre não aceita ser moldado ou manipulado, rejeita verdades impostas e comportamentos teorizados (e aqui, minha opinião é que quem propõe isso exerce a hipocrisia…só hipócritas falam e não fazem).

A mentira e a teatralidade da vida de alguns seria fruto de carência? É uma péssima decisão, afinal, alguém só pode ser amado se vive de maneira limpa e sem subterfúgios, só ganha admiração genuína e duradoura dos outros se tiver força pessoal para ser o que tiver de ser de maneira muito, mas muito verdadeira e sentida, que pode ser vista a olhos nus, a qual se sente que em seu âmago pulsa a energia da iniciação despregada de mentiras ou outras intenções…. for fiel a si mesmo e mais: Livre sim, pois esse é um desejo de todos…mas é preciso coerência de atitudes e transparência de postura.

No final, se todos fôssemos quem somos, prestaríamos um serviço impagável aos que passam pela nossa vida…pouparíamos os outros de nossas mentiras ridículas e nos pouparíamos de estar no elenco dos falsários do mundo.

Posto abaixo a música que ouvi enquanto escrevi o post. 

Todos Mortales – Ojos de Brujo

Composição: Ojos de Brujo

No te marees es la tierra la que bombea
no son tus pies ni tampoco tu cabeza
la que gira, gira, gira sobre un eje dando mil vueltas
quieras o no quieras, no se detiene por ná.

Gira, gira
Como el que corre sin respiro pa llegar a su meta
Gira, gira
Como cariño que descansa, despierta y te lleva
Gira, gira
Como cometa que alcanza corriente y que vuela
Gira, gira
Como relojes que avisan del tiempo y lo esperan.

Gira, gira, gira
Pobres y ricos todos mortales
Siguiendo el mismo son, son, son
Y los mismos compases.
Gira, gira, gira
El universo con su galaxia
Y tú giras igual
Con tus miedos y tus esperanzas.

Que dificil decir que no
la pasión dice a la razón
si miras p´abajo castiga y marea
si tiras p´alante se lleva mejor
si miras p´abajo castiga y marea….

Gira, gira…Gira, gira…Gira, gira…Gira, gira…

Despues de tó lo visto, despues de tó lo vivío
Despues de tantas vueltas, de tanto giro y tanto lío
y al final de tantas noches en vela
coinciden tós los caminos
como arrieros que somos y caminantes que morimos.
Gira, gira…ay! que marea
Gira, gira…caminante, caminante
Gira, gira…haz tu camino y ná más

Gira, gira, gira
Pobres y ricos todos mortales
Siguiendo el mismo son, son, son
Y los mismos compases.
Gira, gira, gira
El universo con su galaxia
Y tú giras igual
Con tus miedos y tus esperanzas.

O gosto do Azedo

Posted in dia_a_dia, Reflexões, Uncategorized on Setembro 3, 2010 by lapicta

para bom entendedor, meia palavra basta…e quando a carapuça serve, não tem jeito…

O Gosto do Azedo – Rita Lee

Composição: Beto Lee

Para o sangue, sou o veneno
Eu mato, eu como, eu dreno
Para o resto da vida, sou extremo
Sou o gosto do azedo
A explosão de um torpedo
Contaminação do medo
Eu guardo o seu segredo
Sou o HIV que você não vê
Você não me vê
Mas eu vejo você
Sou a ponta da agulha
Tanto bato até que você fura
É a minha a sua captura
Sou dupla persona
Seu estado de coma
Sou o caos, sou a zona
Seu nocaute na lona
Sou o HIV que você não vê
Você não me vê
Mas eu vejo você
Eu sou o livre-arbítrio
Sem causa com efeito
Sua força é meu grande defeito
Sou a dor da tortura
Uma nova ditadura
Terminal da loucura
Sou o vírus sem cura
Sou o HIV que você não vê
Você não me vê
Mas eu vejo você

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