Acidez Mental? Nem tanto…

Andei conversando com alguns amigos sobre uma porção de fatos…de possíveis filosofias de vida, de comportamentos, de posicionamentos…enfim, sobre a teatralidade mesmo da nossa vida no dia-a-dia… e daí, divagações me ocorrem (minha cabeça é uma usina de idéias e reflexões…nem sempre de merda, espero, rsrsrs).

Eu poderia chegar nessa blog e ditar um monte de verdades impostas…como muitos fazem por ai (tanto no meio virtual como no real ) mas não faço isso, não possuo nem sou detentora de verdades, o que tenho são minhas experiências de vida, e que podem ser poucas perante a vida de tantos outros. E justamente por isso, é sempre importante nos olharmos como iguais pois nunca se sabe o quanto aprenderemos com alguém que vem e partilha de suas histórias conosco ou o banquete que você vai comer no prato que escarrou ou até se vai te cair na testa…em cheio no olho…

Poderia dizer que faço e aconteço, que minha suposta “figura poderosa” (HÁ…idiotas dos que se acham Poderosos)impõe respeito na vida e no trabalho (por talvez ser formadora de opinião, por ter algum cargo), entre os amigos (usando de artifícios de convencimento), nas relações sociais que eu venha a ter, firular e tudo o mais sobre ser isso ou aquilo, mas óbvio que não faço nem farei…cada qual tem de ser senhor de seu caminho, ter suas próprias idéias, conceber suas dúvidas e buscar suas respostas. Tudo o que é facilitado possui raízes fracas e na primeira seca, morre a semente que foi mal acostumada (pode-se pensar até na lagarta que se transforma em borboleta e que se tiver ajuda para sair do casulo fica com as asas fracas, impossibilitada de voar.), Então, não levo em conta nada que ninguém facilite nem acredito que eu possa fazer isso por alguém, mas se ainda assim for, não o faço.

É…sou difícil de agradar…e mais ainda de ser manipulada…so sorry mas sou Pensante…demais até.

Fui figura de certa forma pública no meio virtual durante curto período de tempo e sempre me mantive discreta para, e em seguida, ser mais discreta ainda. Também fui bem “comentada” em âmbitos profissionais…por ser estilo a “ONU” (como diria um amigo) ou por ser irrascível quase como um diabo de saias.

Sim, fui e sou polêmica e como dizia vovó, a famosa BOCUDA. Eu falo mesmo…não guardo nada para depois e quem quiser minha opinião sobre algo nem sempre vai ouvir o que gostaria…não sou o tipo de pessoa que é doce por convenções…mas existe algo acima de tudo: respeitar a opinião dos outros, ouvir, mensurar…mas gente vendida não tem vez…passa vergonha comigo mesmo.

Como absolutamente todo mundo nessa vida que possui um senso de humor muito do negro e excêntrico, encontrei e conheci gente maravilhosa e admirável como também dei azar de encontrar muita gente confusa, imatura, mal intencionada e cheia de veneno (reflexo da sociedade atual? Será?).

Ainda mantenho algumas amizades desses meios todos, outras sinceramente não fiz a menor questão de manter, uma vez que amizade e contato para mim é no seu mais real conceito, sem subterfúgios, sem motivos obscuros, sem ter que mentir para agradar e sem visar troca de nada que não fosse afeto e real elo humano e assim sendo, fiz minhas escolhas muito lúcida e conscientemente e com a certeza de estar seguindo meus instintos, intuição e coração ao fazê-las. Esse tipo de seletividade eu aplico e apliquei em tudo: amigos próximos, colegas, gente do meio virtual e até em relações de trabalho.

Nesses momentos de ruptura, onde você descobre visceralmente seus limites e os impõe aos que vivem perto de você sempre ultrapassando-os ou até te ultrajando por posturas que mais parecem caricaturas da vida real, existe o momento do caos e revolta… Houveram os que se revoltaram e entenderam os motivos seguindo com suas vidas, os que tentaram e talvez ainda tentem ludibriar onde houver espaço, sondar por sei lá qual motivo e até os que tentaram retomar amizade mesmo.

Algumas tentei e deu certo, outras não vi condições para isso pura e simplesmente pela questão da falta de verdade no elo existente…se nunca houve, por que haveria depois?

Se nós mudamos? certamente…mas existe algo maior que isso, e se chama nossa essência, então, essencialmente somos sempre os mesmos e não preciso tomar outra dose de um cálice envenenado para meus lábios e saber que não me apetece. Nada contra…somente que a mim não agradou….mas certamente agradará a outras pessoas. A vida é feita disso: diferentes nuances e sabores…cada um prefere algo distinto de quem está ao lado.

Já acreditei mais na mudança das pessoas…mas ainda assim acredito e penso que tem gente que talvez não tenha aflorado sua essência verdadeira e sou franca em dizer que sempre fui de estender a mão, de ajudar, de dar apoio e muitas vezes me estrepei bastante nisso (fazer o quê? faz parte da minha natureza o “não dar as costas”…abomino gente que faz isso), afinal, tem gente que vive do roubo da energia vital e de afeto de gente que se dispõe a fazer isso pelos outros..ladrões dos bens mais preciosos: os que estão em almas e corações.

Cada vez mais eu percebo que quem fere os outros na mais profunda atitude egoísta\egóica nunca se dá bem depois…existe equilíbrio no Universo. Um dia a balança pende aqui e outra, acolá.

Vingança pessoal não leva a nada – mas que ninguém venha enfiar o dedo na minha boca pensando que estará escancarada de dentes esperando a morte chegar. Vingança para mim cada dia mais se torna apenas uma satisfação momentânea e vazia, pois não desfaz um ato sujo e mancha mais ainda quem resolve atolar a mãozinha lá….e no final, a terra é redonda…a roda gira e logo as pessoas ficam cara a cara…

Por isso, tão melhor atitudes limpas e jogo limpo… não é agradável abaixar a cabeça perante o outro por vergonha de supostos atos baixos cometidos (sou a favor da integridade a qualquer custo).

Desculpas são muito fáceis de serem pedidas mas dá-las envolvem muitos outros temas: é preciso que ela brote muito do fundo pois dizer da boca pra fora de nada adianta e eu não creio ser hipócrita nessa vida…não costuma ser do meu feitio dizer uma coisa e sentir outra ou falar uma coisa e fazer outra (e só eu sei o quanto já senti o peso de ser assim) e se eu não desculpo, não desculpei mesmo. E azar o meu, ponto final. Um dia quem sabe eu possa desculpar? E essa resposta não pertence a mim, mas ao tempo mesmo.

Sempre tive o maior cuidado com o contato com o outro mas perfeição não existe na condição humana…quando errei pedi desculpas, me expliquei, voltei atrás e busquei a reconciliação…me constrange e me faz muito mal pensar que fui mesquinha, pequena ou egoísta e que eu não gostaria que certos sentimentos que eu causei me fossem causados… então, sempre que perdi minha linha eu fui lá e me redimi…e não me arrependo de nenhuma dessas situações pois ela refletiam quem sou. E admiro muito quem faz o mesmo: prova de passar por cima de ego, de orgulho…e até hoje quem veio e falou comigo após coisas assim eu aceitei e me dei por satisfeita…e cada qual seguiu sua estradinha.

Muito sinceramente digo que não guardo raiva, de verdade, pois quando abandono algo (amizade, contato, relacionamento…) e houve muita sujeira, raramente até toco no(s) nome(s) depois, o que resta sim é muita mágoa e só com o tempo eu vou dissolvendo isso…a vida segue seu curso e as relações se reciclam, outras surgem para um eu transformado pelas experiências vividas…quem não se transforma revive com outros rostos e roupagens as mesmas situações e digo como alguém que vivenciou isso o quanto é cansativo, destrutivo e doloroso não ter superado algo e ter de revivê-lo…dor revivida vem muito mais intensificada e o sabor, se antes podia ser ligeiramente amargo, se torna puro fel, mas ainda assim, como diz a língua do Povo, uma coisa não ter termina até ter acabado (apesar de tantas vezes querer que tudo seja como o dia e a noite, bem seguidos um do outro) e entendo que às vezes é preciso muito tempo até que algo se finde pra valer.

Esse blá blá blá todo não é em virtude de nada nem ninguém. São só reflexões mesmo…de alguém que está sempre errando, aprendendo e transformando seu interior…que vem e cospe as palavras para depois (se for necessário) vir e engoli-las todas a seco se for preciso.

Não tenho esses apegos bobos de gente que morre gritando uma lorota qualquer somente para dizer que é convicto. Eu sou convicta de uma coisa apenas: A VERDADE NUNCA DORME… ela pode até passear longe de você, mas uma hora ela aparece na sua porta para expor o âmago de tudo…mesmo que seja pra te deixar em completa nudez perante uma multidão…então, melhor não ter vergonha nunca de nada, não é?

Eu, pelo meu lado, deito minha cabeça no travesseiro e durmo em paz…satisfeita em realizar até o fim tudo o que sempre está ao meu alcance e sem levar comigo convicções idiotas ou orgulho em demasiado ao ponto de passar por cima de todos, inclusive de minha própria pessoa.

E acho que chega de acidez mental por hoje…mas estou com outras idéias fomentando aqui, rs… mais adiante eu faço outro post (se conseguir concatená-las todas e tiver tempo).

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