Arquivo de Julho, 2011

Lisa Gerrard – The Sonf of Amergin

Posted in Crenças Tradicionais Européias, Espiritualidade, Músicas, Poesias, Reflexões on Julho 29, 2011 by lapicta

The Song Of Amergin

Composição: Lisa Gerrard & Patrick Cassidy

Am gaeth i m-muir
Am tond trethan
Am fuaim mara
Am dam secht ndirend
Am séig i n-aill
Am dér gréne
Am cain lubai
Am torc ar gail
Am he i l-lind
Am loch i m-maig
Am brí a ndai
Am gái i fodb fras feochtu
Am dé delbas do chind codnu
Coiche nod gleith clochur slébe
Cia on co tagair aesa éscai
Cia du i l-laig fuiniud gréne
Cia beir buar o thig tethrach
Cia buar tethrach tibi
Cia dám, cia dé delbas faebru a ndind ailsiu
Cáinte im gai, cainte gaithe

 —————————–

I am the wind on the sea
I am the stormy wave
I am the sound of the ocean
I am the bull with seven horns
I am the hawk on the cliff face
I am the sun’s tear
I am the beautiful flower
I am the boar on the rampage
I am the salmon in the pool
I am the lake on the plain
I am the defiant word
I am the spear charging into battle
I am the god who put fire in your head
Who made the trails through stone mountains
Who knows the age of the moon
Who knows where the setting sun rests
Who took the cattle from the house of the warcrow
Who pleases the warcrow’s cattle
What bull, what god created the mountain skyline
The cutting word, the cold word

—————————–

 Eu sou o Vento sobre o Mar
 Eu sou a Tempestuosa Onda
 Eu sou o Som do Oceano
 Eu sou o Touro de Sete Chifres
 Eu sou a Águia do Penhasco
 Eu sou a Lágrima do Sol
 Eu sou a Bela Flor
 Eu sou o Javali Selvagem e Destemido
 Eu sou o Salmão na Água
 Eu sou o Lago na Planície
 Sou a Palavra de Conhecimento
 Eu sou a ponta da Lança na Batalha
 Eu sou O deus que Inflama sua Cabeça
 Quem fez a Trilha entre as Pedras das Montanhas
 Quem sabe A Idade da Lua
 Quem sabe onde Descansa o Sol
 Quem tirou o Gado da Casa Warcrow
 Quem agrada o Gado de Warcrow
 Qual touro, que Deus criou a linha do horizonte na montanha
 A palavra Cortante, a Palavra Impassível

Dead Can Dance – Summoning of the Muse

Posted in Músicas, Reflexões on Julho 28, 2011 by lapicta

Hino do Antergo Reino de Galiza

Posted in Espiritualidade, Folclore, Músicas on Julho 27, 2011 by lapicta

Cocteau Twins – Lazy Calm

Posted in Músicas on Julho 26, 2011 by lapicta

System Of a Down – Arto

Posted in Espiritualidade, Folclore, Músicas on Julho 25, 2011 by lapicta

A Alma Não se Usa na Superfície do Mundo

Posted in Espiritualidade, Literatura, Reflexões on Julho 25, 2011 by lapicta

Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos: de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo.

Fernando Pessoa – Livro do Desassossego

Pink Floyd – Time

Posted in Músicas, Reflexões on Julho 19, 2011 by lapicta

Uma música muito capricorniana, pois fala do tema que rege a todos os “soturnos saturnos” como eu… o Senhor Tempo.

O Tempo é Algoz? Aliado? Professor?

Todas as alternativas … tudo vai depender…

Você acompanha o “relógio”?
Você desdenha dos ponteiros que se movem sistematicamente e sem interrupção?
Você vive seu presente de olhos bem abertos?
Você tem a lucidez necessária e sabe decidir qual a realidade dos seus momentos?
Você conhece seus próprios tempos?
Você aprende com tudo o que acontece? Com as experiências?


 
O Senhor Chronos não tem piedade… como seu próprio mito conta, ele devora seus filhos e também pode lhe devorar: seus sonhos, ilusões, bens materiais e emocionais.

Um tirano sem misericórdia: lhe marca a face com as rugas…marca sua alma humana com o sabor amargo da finitude…logo nós, homens, que pensamos que “tudo é para sempre”…
Lhe dá e lhe tira tudo o que puder haver em sua existência, sem saber se você está pronto nem lhe perguntar se você aceita.

Com seu Passar ora rápido ou ora congelante e desesperador, não dá ouvidos se você está revoltado, se você chora ou sorri…lhe mostra sua cegueira e irresponsabilidade para com Ele e tal como um grande Mestre e Professor, lhe ensina sobre solidão, aceitação, resignação, equilíbrio, maturidade, colheitas prósperas e fartas ou a fome de um mal plantio durante sua vida… lhe ensina sobre gratidão, sobre clareza e sombra, verdades e mentiras…
E tudo isso como um Pai severo,  rígido e constritor que não lhe deixa sair da linha traçada por ele: de maneira dura, concreta, letal…e silenciosa.

Na mitologia grega, Chronos ou Khronos (em grego Χρόνος, que significa ‘tempo’; em latim Chronus) era a personificação do tempo. Também era habitual chamar-lhe Eón ou Aión (em grego Αίών).

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, em Teologia, é “o tempo de Deus”.

Chronos tem sido frequentemente confundido com o titã Cronos, especialmente durante o período alexandrino e renascentista.

De acordo com a teogonia órfica, Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogênito separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu.

Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sobre a forma de um homem idoso de longos cabelos e barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens.

Uma das representações mais bizarras de Chronos, é a de um homem que devora o seu próprio filho, num ato de canibalismo difícil de compreender na atualidade. No entanto, esta representação deve-se ao fato de os antigos gregos tomarem Chronos como o criador do tempo, logo, de tudo o que existe e possa ser relatado, a exemplo do Deus único e criador dos cristãos, judeus e mulçumanos, sendo que, por este fato, se consideravam como filhos do tempo (Chronos), e uma vez que é impossível fugir ao tempo, todos seriam mais cedo ou mais tarde vencidos (devorados) pelo tempo.

Os romanos chamaram-lhe Saturno e por isso, o planeta que atualmente é conhecido com este nome, foi outrora chamado “Khronos” pelos astrônomos gregos. Era a divindade celeste mais distante, considerada como sendo o sétimo dos sete objetos divinos visíveis a olho nu. Uma vez que tem a maior translação observável no céu (cerca de 30 anos), os astrônomos gregos e romanos julgaram tratar-se do guardião dos tempos, ou “Pai do Tempo”, uma vez que não havia conhecimento de nenhum outro objeto com maior período repetitivo (translação). Foi precisamente esta característica astronômica que levou os eruditos das artes a representar a sua figura como um homem de idade com longos cabelos e barbas brancas, tal como mencionado acima.Daí veio também a palavra crônica seguida de Chronos.

(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Chronos)

%d bloggers like this: