Arquivo de Setembro, 2012

Massive Attack – Teardrop

Posted in Enteogenia, Reflexões on Setembro 24, 2012 by lapicta

Gota de Lágrima

Amar, amar é um verbo
  Amar é uma palavra em movimento
  Destemido em minha respiração
  Impulsão gentil
Mexe comigo e me deixa mais leve
  Destemido em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
Noite, noite da matéria
  Flores negras desfloram
  Destemidas em minha respiração
  Flores negras desfloram
  Destemidas em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
A água é meu olho
  Espelho mais fiel
  Destemido em minha respiração
  Gota de lágrima no fogo da confissão
  Destemida em minha respiração
  Espelho mais fiel
  Destemido em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
Você está tropeçando um pouco

Emily Dickinson

Posted in Ecologia, Literatura, Poesias, Reflexões on Setembro 23, 2012 by lapicta

A Light Exists in Spring

Emily Dickinson

A Light exists in Spring
Not present on
the Year

At any other period —
When March is scarcely
here

A Color stands abroad
On Solitary
Fields

That Science cannot overtake
But Human Nature
feels.

It waits upon the Lawn,
It shows the
furthest Tree

Upon the furthest Slope you know
It almost
speaks to you.


Then as Horizons step
Or Noons
report away

Without the Formula of sound
It passes and we
stay —

A quality of loss
Affecting our
Content

As Trade had suddenly encroached
Upon a
Sacrament.

Existe na primavera uma luz

Existe na primavera uma luz
Não
presente no ano,
Em nenhum outro período –
Quando Março mal
começou

Uma Cor detém-se no exterior,
Nos campos solitários.
A
ciência não pode alcançá-la,
Mas a natureza humana a sente.

Ela
aguarda sob a relva,
Revela a árvore mais distante,
Sob o mais distante
declive conhecido
E que por pouco fala contigo.

Então, como andam os
Horizontes
Ou os meios-dias anunciam distantes,
Sem a Fórmula do
som,
Isso passa e nós permanecemos –

Uma virtude de
desperdício,
Afetando nosso contentamento.
Como permuta que houvesse
subitamente transbordado
Sob um Sacramento.

Posted in Reflexões on Setembro 23, 2012 by lapicta

“Você não saberá quantas vezes falei seu nome em conversas paralelas, e quantas músicas escutei pensando em você.  Não vai saber às vezes em que escrevi seu nome no caderno, na mesa, na parede.  Às vezes em que te liguei e desliguei em seguida, só para ouvir sua voz. Porque estava com saudades.

Você sempre me causou uma saudade imensa, mesmo que você nunca tenha percebido. E eu nunca demonstrado.

Também não vai saber que já fiquei olhando fotos suas por longos minutos, e sorrindo sozinho.  Nada do que eu diga faria diferença.  Nada do que eu faça mudaria alguma coisa entre nós.

E é exatamente por isso, porque os meus segredos não mudam nada e as minhas verdades não são suficientes para quebrar   as mentiras e ilusões criadas. Que você não vai saber.  Não precisa se importar, não precisa entender.  Adeus ou até logo. Que seja. Quem amou fui eu, não você.” (D.A.)

“…Mas porqua…

Posted in Literatura, Reflexões on Setembro 16, 2012 by lapicta

Imagem

O Errante Sobre o Mar de Névoa
Der Wanderer über dem Nebelmeer, 1818
Caspar David Friedrich (1774 – 1840)

“…Mas porquanto descoberta minha natureza mutante
em elos que se dividem entre o divino e o animal
preciso seguir seus passos perfeitos nesta condição de errante
até firmar estas duas metades em mim existentes
em uma só carne, do meu jeito, sendo esta a minha condição humana final!”

Desconheço o Autor

Faun – Andro

Posted in Espiritualidade, Folclore, Músicas on Setembro 16, 2012 by lapicta

Faun – Gaia

Posted in Espiritualidade, Músicas on Setembro 16, 2012 by lapicta

Eterno Retorno

Posted in Literatura, Poesias, Reflexões on Setembro 8, 2012 by lapicta
Luis Royo - A Roda da Fortuna

Luis Royo – A Roda da Fortuna

 Para Pensar…sobre o ir e vir…

E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: “Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência – e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!”. Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: “Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!” Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: “Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?” pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?

Friedrich Nietzsche

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 Eterno retorno é um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche.

Em alemão o termo é Ewige Wiederkunft. Uma síntese dessa teoria é encontrada em “A Gaia Ciência”, cujo trecho consta acima.

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