Archive for the Espiritualidade Category

Charles Bukowski

Posted in Espiritualidade, Literatura, Reflexões on Dezembro 2, 2012 by lapicta
“Incompreensivelmente estamos sozinhos
sempre sozinhos
e é pra ser desse   jeito,
nunca foi pra ser   de outro jeito
– e quando a luta pela vida  começar
a última coisa que desejo ver  é …
um círculo de rostos humanos
pairando sobre mim –
melhor só meus velhos amigos,
os muros do meu eu,
que só eles estejam lá.
eu estive sozinho mas raramente
solitário.
eu satisfiz minha sede
no poço  do meu eu
e esse vinho era bom,
o melhor que já provei,
e hoje de noite
sentado
olhando pra dentro do escuro
eu agora finalmente entendo
o escuro e o claro
e tudo  que há no meio.
paz de espírito e coração
chega  quando aceitamos o que  é:
tendo  nascido nesta  vida estranha
precisamos aceitar  a aposta vã de nossos  dias
e sentir alguma satisfação
no  prazer de  deixar tudo para  trás.
não chore por mim.
não fique triste por mim.
leia   o que escrevi
então esqueça tudo.
beba do poço
do seu eu e comece
de novo.”
Charles Bukowski
poco_iniciatico
Poço Inciático – Sintra/Portugal – O Palácio da Pena ou do Graal e  “Quinta da Regaleira”
“De toda a Quinta e seus lugares encantados, destaca-se o famoso Poço Iniciático que dá acesso ás profundezas da terra  com  9  patamares da base até ao topo…  Ele tem uma enorme simbologia, pois na descida nos vamos confrontando com o nosso interior, os nossos temores, as nossas  trevas  da qual só saimos pela luz do conhecimento superior simbolizado no fundo do poço pela Cruz Templária formando uma roseta de 8 pontas (rosa + cruz) onde se fazia a Iniciação.  Os poços revestem-se, em todas as tradições, de um carácter sagrado por realizarem uma síntese de três ordens cósmicas: céu, terra e inferno, e de três dos quatro elementos: água, terra e fogo, e também as 3 vias conhecidas por  ‘Via Húmida’, ‘Via Seca’ e ‘Via Breve’ da Maçonaria.”

Cocteau Twins – Oomingmak

Posted in Espiritualidade, Músicas on Dezembro 2, 2012 by lapicta

Cocteau Twins – Essence

Posted in Espiritualidade, Músicas on Dezembro 2, 2012 by lapicta

Massive Attack – Teardrop

Posted in Enteogenia, Reflexões on Setembro 24, 2012 by lapicta

Gota de Lágrima

Amar, amar é um verbo
  Amar é uma palavra em movimento
  Destemido em minha respiração
  Impulsão gentil
Mexe comigo e me deixa mais leve
  Destemido em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
Noite, noite da matéria
  Flores negras desfloram
  Destemidas em minha respiração
  Flores negras desfloram
  Destemidas em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
A água é meu olho
  Espelho mais fiel
  Destemido em minha respiração
  Gota de lágrima no fogo da confissão
  Destemida em minha respiração
  Espelho mais fiel
  Destemido em minha respiração
Gota de lágrima no fogo
  Destemida em minha respiração
Você está tropeçando um pouco

Faun – Andro

Posted in Espiritualidade, Folclore, Músicas on Setembro 16, 2012 by lapicta

Faun – Gaia

Posted in Espiritualidade, Músicas on Setembro 16, 2012 by lapicta

Miña Nai Lúa – Rosa Cedrón

Posted in Espiritualidade, Frases, Músicas, Reflexões on Novembro 5, 2011 by lapicta

Miña Nai Lúa (Rosa Cedrón)

Minha mãe Lua

Ti, oh señora das mareas
Principio e fin da miña doce esencia
En ti nace e morre o tempo…

Ti, forza fértil dos misterios
Eterna dona dos ocultos semtimentos
A liberdade dos trece segredos…

Arrolada no teu berce, miña nai lúa
Cantarei pra quen te quera ben
Cantarei ata o mencer.
Tapadiña co teu manto, miña nai lúa
Cantarei para quen te quera ver
Cantarei ate morrer

Ti que me acompañas cada noite
Na tan profunda e verdadeira dor
Da miña adormecida ialma…

Ti que agarimosamente buscas
Na tan escura poza dos meus ollos
Os vestixos dos meus soños

Arrolada no teu berce, miña nai lúa
Cantarei pra quen te quera ben
Cantarei ata o mencer.
Tapadiña co teu manto, miña nai lúa
Cantarei para quen te quera ver
Cantarei ate morrer

Cóbreme coa tua sombra silandeira
De amor e dauga, ti deusa das noites
Oh señora das mareas

Arrolada no teu berce, miña nai lúa
Cantarei pra quen te quera ben
Cantarei ata o mencer.
Tapadiña co teu manto, miña nai lúa
Cantarei para quen te quera ver
Cantarei ate morrer

———————-

Tu, oh senhora das marés

princípio e fim da minha doce essência

em ti nasce e morre o tempo…

Tu, força fértil dos mistérios

eterna dona dos ocultos sentimentos

a liberdade dos treze segredos…

Envolvida em teu berço, minha mãe Lua

cantarei pra quem te queira bem

cantarei até o amanhecer.

Tapadinha com teu manto, minha mãe Lua

cantarei para quem te queira ver

cantarei até morrer

Tu que me acompanhas cada noite

Na tão profunda e verdadeira dor

da minha adormecida alma…

Tu que carinhosamente buscas

na tão escura poça dos meus olhos

os vestígios do meus sonhos

Envolvida em teu berço, minha mãe Lua

cantarei pra quem te queira bem

cantarei até o amanhecer.

Tapadinha com teu manto, minha mãe Lua

cantarei para quem te queira ver

cantarei até morrer

Cobre-me com a tua sombra cirandeira

de amor e d’água, tu, deusa das noites,

oh senhora das marés

Envolvida em teu berço, minha mãe Lua

cantarei pra quem te queira bem

cantarei até o amanhecer.

Tapadinha com teu manto, minha mãe Lua

cantarei para quem te queira ver

cantarei até morrer

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